O fato é que eu não sei dividir as pessoas que eu amo. Eu nunca soube mesmo. Meu coração não aceita a triste ideia de perder algo pra alguém, assim tão fácil. É como se eu trancasse tudo com sete chaves, protegendo de todas as formas possíveis e impossíveis. Não suporto a ideia de perdê-las nem que seja por um instante. Egoismo? Não. Eu chamo de cuidado. É tão difícil conseguirmos uma coisa a qual a gente tenha tanto amor que o medo de perdê-la é maior do que qualquer coisa que possa existir. E eu nunca fui de ter coisas assim, que eu pudesse dizer que realmente “são minhas”. As poucas coisas que eu prezo realmente são importantes pra mim. Não são coisas materiais, são pessoas. Pessoas que eu amo e que se tornaram especiais na minha vida. Então, porque perdê-las assim de bandeja pra primeira pessoa que aparece? Não me parece justo. Isso me preocupa bastante, tira meu sono, me desconcentra. E o pior pra mim é perceber que as coisas realmente começam a escapar por entre meus dedos. Não posso mais segurá-las, não posso mais trancá-las em algum lugar distante, onde ninguém possa ter acesso. E é ainda pior quando eu percebo que as pessoas não fazem o mínimo de questão pra impedir que isso aconteça. Já não dão tanta importância pro que pode acontecer com os antigos laços. Tudo o que a gente construiu com tanto cuidado acaba sendo insignificante pra alguém. Foi tudo em vão? E o que me resta fazer? Nada. Apenas aceitar. Reencontrá-las com um sorriso nos lábios que me sirva pra disfarçar a dor. E dói bastante, não é pouco. Mas a gente acaba se acostumando a perder, não? Acho que me acostumei.
Danni.   (via lifelless)
Posted 29 May 2013, 3 weeks ago | 1,632 notes | reblog this post
(originally distuckly / via reconstruidamente)
Dias tristes, vontade de fazer nada, só dormir. Dormir porque o mundo dos sonhos é melhor, porque meus desejos valem de algo, dormir porque não há tormentos enquanto sonho, e eu posso tornar tudo realidade.
Caio Fernando de Abreu.  (via florejante)
Posted 29 May 2013, 3 weeks ago | 5,212 notes | reblog this post
(originally overvinde / via reconstruidamente)
E que você sinta vontade de precisar de mim.
Tati Bernardi   (via v0ceeumapartedemim)
É assim que me sinto maior parte do tempo. Sozinho.
Jeremy Gilbert.    (via soquotes)
Posted 6 May 2013, 1 month ago | 6,168 notes | reblog this post
(originally s-i-m-p-l-i-f-i-c-a-r / via soquotes)

nevou:

há quem não goste
de se esparramar
em um cangote?

deixar o mar inundar a rede
onde a onda dorme

há quem não goste
de massagem
na costas?

deixar o mar lavar a costa
onde a gente se encosta

areia fina gruda na pele
leve ardor dorme na derme
não sai com banho: saudade.

Posted 6 May 2013, 1 month ago | 18 notes | reblog this post
(originally soumafase / via nevou)
Todos os dias agora acordo com alegria e pena.
Antigamente acordava sem sensação nenhuma; acordava.
Tenho alegria e pena porque perco o que sonho
E posso estar na realidade onde está o que sonho.
Não sei o que hei de fazer das minhas sensações.
Não sei o que hei de ser comigo sozinho.
Quero que ela me diga qualquer cousa para eu acordar de novo.
Alberto Caeiro  (via incolumo)
Posted 6 May 2013, 1 month ago | 31 notes | reblog this post
(originally c-a-n-a-r-i-o / via incolumo)
ta doendo
ta machucando
ta agoniando
ta corroendo
mas parar eu não vou
a vida não para
uma hora tudo se acalma
até as dores.
nevou.   (via nevou)
Posted 6 May 2013, 1 month ago | 473 notes | reblog this post
(originally nevou / via nevou)

Só entre na minha vida se for pra ficar. Caralho

Posted 6 May 2013, 1 month ago | 582 notes | reblog this post
(originally autorar / via prisioneiro-da-morte)

Todo poema é feito de ar
apenas:
a mão do poeta
não rasga a madeira
não fere
o metal
a pedra
não tinge de azul
os dedos
quando escreve manhã
ou brisa
ou blusa
de mulher.

O poema
é sem matéria palpável
tudo
o que há nele
é barulho
quando rumoreja
ao sopro da leitura.

Ferreira Gullar  (via nevou)
Posted 6 May 2013, 1 month ago | 57 notes | reblog this post
(originally flores-e-haicais / via nevou)

Meias

incolumo:

Meias verdades
Meias vontades
Meias saudades

Viver pela metade é ilusão
Tire suas meias
Ponha o pé no chão

Augusto Barros

Posted 6 May 2013, 1 month ago | 803 notes | reblog this post
(originally ofegar / via incolumo)
Welcome to my world.
[...]Um mundo totalmente privado
contador de acessos
Olá, meu nome é Diana, tenho 15 anos, ariana, gosto de ler, escrever, cantar, passar horas e horas na frente do pc, eu sou fã do Bob Esponja, eu me entupo de chocolate, sorvete e tudo é doce quando estou triste, choro pela madrugada, não gosto de ficar sozinha, eu começo a lembrar de coisas que eu quero esquecer! Eu sou o tipo de pessoa que esconde a dor em um sorriso, e eu estou sempre disposta a ajudar ...sou feliz e triste ao mesmo tempo, desastrada, distraída, engraçada, divertida, boba e retardada kk, sensível e ciumenta. Às vezes (quase sempre) me sinto sozinha, perdida, sem direção, sem ninguém para desabafar, então decidi criar um tumblr, aqui serei eu mesma :). Eu acho que já dá pra entender um pouco sobre mim, aos poucos você vai me conheçendo com os meus posts, obrigada pela atenção :D
Cansei de ser boba[...]vou
me levantar e recomeçar.
theme por affectingyou; inspirado em decepcionar, com detalhes de maresia e quase-insana.
page 1 of 1134 »